Brasileiros nunca foram tão infelizes, revela estudo mundial.As evidências apontam para um vínculo entre o uso crescente das mídias digitais e os índices de felicidade

20-03-2019 12:02

Estudo feito pela Gallup mostra que desigualdade social, sensação de insegurança e falta de confiança em líderes políticos são as principais causas da infelicidade brasileira

 O brasileiro atingiu o ápice de sua infelicidade em 2018, segundo a pesquisa “World happiness report” (relatório mundial de felicidade), feita pela empresa de opinião Gallup. O índice foi puxado pela crise financeira e pela falta de confiança nos líderes da política nacional. A descrença do povo brasileiro com os políticos foi tamanha que bateu o recorde da base de dados da Gallup para todos os países analisados em toda a série histórica, que começa em 2006.

 relatório analisa 156 nações e está na sétima edição. A cada nova publicação, os analistas dão foco para um novo ponto de vista, e o deste ano foi em “felicidade e comunidades”. Os principais aspectos observados foram a influência dos governos, das mídias sociais e das normais sociais. A conclusão é que há uma onda global de infelicidade, motivada tanto pela desconfiança em líderes políticos quanto pelo consumo de informação pelas redes sociais. “As evidências apontam para um vínculo entre o uso crescente das mídias digitais e os índices de felicidade”, afirmam os analistas no relatório.

A nota final é fruto de um cálculo que trabalha em duas frentes: uma geral, que leva em consideração índices sociais como renda e desigualdade; e um questionário subjetivo, que contém perguntas como “você tem amigos ou familiares com quem consegue contar em momentos de necessidade?” e “A corrupção está difundida no governo do seu país?”. Para compor o ranking, a Gallup usa a média dos últimos três anos, o que deixa o Brasil com 6.300 pontos. 

No entanto, especificamente em 2018 o país teve sua menor nota na média histórica: 6.200 pontos.Como a parte econômica da pesquisa mede o quão rica e igualitária é uma nação, países nórdicos como Finlândia e Dinamarca saem na frente. Seus índices de desigualdade figuram entre os mais baixos do mundo.

 

 

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