Com Bolsonaro eleito, casais homossexuais antecipam casamento: “Medo de perder o direito”.

05-11-2018 15:22

 

Três casais de lésbicas dizem por que decidiram oficializar a união, enquanto uma advogada responde se o casamento homossexual pode deixar de ser um direito

 

Mariana e Gabrielle (Foto: Arquivo pessoal)

Sábado, 27 de outubro, véspera do segundo turno das eleições. A produtora de eventos Gabrielle Forato, 28 anos, e a educadora física Mariana Garcia, 27, celebraram seu casamento ao lado de 80 amigos e familiares. A data escolhida não foi uma qualquer: o plano original era casar apenas em 2019, mas por medo do resultado da eleição presidencial do domingo (28), decidiram adiantar a celebração. “Quando começou o movimento das candidaturas e todo o apoio que teve o discurso de ódio, resolvemos mudar nosso plano. A gente não queria correr o risco de perder o direito de casar”, explica Gabrielle.

O medo dela é ligado à eleição de Jair Messias Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República eleito no último domingo com 55,54% dos votos válidos. Entre outras polêmicas, o político ficou famoso por tecer publicamente comentários de teor homofóbico. Por exemplo em 2011, em entrevista à revista Playboy, quando disse: “Seria incapaz de amar um filho homossexual. Não vou dar uma de hipócrita aqui: prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí. Para mim ele vai ter morrido mesmo”. Na mesma entrevista, afirmou: “Se um casal homossexual vier morar do meu lado, isso vai desvalorizar a minha casa! Se eles andarem de mão dada e derem beijinho, desvaloriza”.

 

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