Musk afirma que o Roadster “pode voar”

25-01-2019 14:51

Musk afirma que o Roadster “pode voar

A afirmação é certamente ousada e obviamente mais no sentido figurado. Mas, aparentemente, o Roadster tem uns truques na manga, enquanto superdesportivo eléctrico, que deixam Musk confiante.

Elon Musk anunciou em Novembro de 2017 o seu futuro Roadster, que promete mais de 400 km/h e menos de 2 segundos de 0-100 km/h (na realidade 0-97 km/h em 1,9 segundos). O objectivo é fabricá-lo em série a partir de 2020, mas a revelação do veículo final deverá acontecer ainda em 2019, para motivar mais os milhares de clientes que fizeram reservas, o que os obrigou a avançar 50.000 dólares para ter a garantia de receber uma das primeiras unidades.

O Roadster da Tesla vai democratizar as emoções, propondo por um valor mais acessível o que até aqui só estava disponível a quem pagasse milhões

O novo Roadster da Tesla é o mais democrata dos veículos da marca, pois por apenas 200.000 dólares, ou 250.000 dólares caso se opte pela série especial Founders Series, é possível ter um superdesportivo com uma capacidade de aceleração e uma velocidade máxima que até aqui apenas estava disponível para veículos com um preço acima dos 2 ou 3 milhões de dólares. É, por assim dizer, uma ‘pechincha’.

Agora, o CEO da Tesla veio a público reacender ainda mais a fogueira das expectativas, ao afirmar que o seu futuro Roadster “poderia fazer qualquer coisa como isto”, a que aliou uma animação do veículo utilizado no filme Back To The Future, com uma espécie de propulsores a jacto.

Ao que parece, os Rocket Boosters mencionados como possíveis em 2018, vão mesmo avançar, desenvolvidos pela SpaceX, sendo credível que a empresa que revolucionou a exploração espacial tenha igualmente resolvido o problema inerente a adaptação de uns jactos, eventualmente a ar comprimido, destinados a tornar o veículo mais rápido, bem como a optimizar o seu comportamento.


Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier
.

 

Voltar