Uvas são verdadeiras aliadas da juventude.

04-12-2017 18:41

Para além de nutritivas, a sua riqueza antioxidante ajuda a prevenir o cancer, o envelhecimento e os problemas circulatórios. Saiba, no entanto, os cuidados a ter com a sua ingestão.

Poucas frutas tão pequenas oferecem tantos benefícios. A abundância de nutrientes desta fruta, ideal como sobremesa ou lanche para pessoas de todas as idades, fazem dela um concentrado de energia e antioxidantes capaz de parar o processo de envelhecimento e as doenças degenerativas, melhorar a saúde arterial, o nível de colesterol e evitar a progressão do cancro, como demonstram vários estudos.

As uvas amadurecem segundo as suas variedades e zonas de cultivo mas, normalmente, apanham-se nos meses de outono e princípio do inverno, sendo geralmente setembro considerado o mês das vindimas. Alimento purificador e rico em açúcares naturais, integra na sua composição poderosos desintoxicantes muito eficazes para o fígado, para os rins e para o aparelho digestivo.

O que lhe fornecem

Os benefícios desta fruta devem-se aos nutrientes que proporcionam:

- Fibra, contida na pele e nas pevides, que combate a prisão de ventre e regula o trânsito intestinal

- Cerca de 80% de água por cada 100 g

- O potássio é o mineral mais abundante, seguido do magnésio e do cálcio

- Os seus antioxidantes, como os flavonoides e o resveratrol, atuam contra as doenças cardiovasculares e o cancro

- Ácido fólico e vitamina B6

Alguns nutrientes variam segundo se trate de uvas brancas ou pretas. Por exemplo, os açúcares (glucose e frutose) são mais abundantes nas uvas pretas e no que toca às calorias, as uvas brancas têm cerca de 72 kcal, enquanto que as pretas têm 77 kcal (valores por 100 g). Possuem, no entanto, um elevado índice glicémico.

Os principais benefícios

O ácido fólico contribui para produzir glóbulos vermelhos e anticorpos. Nas mulheres grávidas, ajuda ainda a prevenir a espinha bífida e outras alterações no sistema nervoso no bebé. A vitamina B6 ajuda a manter a função normal do cérebro, atua no metabolismo das proteínas e reforça as defesas orgânicas. O potássio é necessário para a transmissão do impulso nervoso e à atividade muscular.

O consumo de uvas ajuda também a restabelecer os níveis deste mineral no caso de utilização de diuréticos que o eliminem, ou em pessoas que o expulsam em grandes quantidades (devido ao vómito, por exemplo). São ideais para as crianças e idosos como suporte nutricional e também para adultos que necessitem de uma boa fonte de energia.

Cuidados a ter com a sua ingestão

As uvas provocam alterações no seu metabolismo, como têm alertado inúmeros especialistas. Devido à sua riqueza em açúcares, as pessoas com diabetes ou excesso de peso podem comê-las, mas controlando a sua quantidade, sem excessos. O nutricionista Miguel Rego lembra que «uma peça de fruta média (com 100 g) como a maçã, a pera ou a laranja é equivalente a 80 g de uvas, o que representa apenas 8 bagos de uvas».

Se padece de algum problema nos rins, tenha cuidado. Também não se recomenda a pacientes com cálculos renais. O seu conteúdo em ácido oxálico, juntamente com o cálcio, agrava o seu desenvolvimento. «Nestes casos, o seu consumo deve ser limitado a não mais que uma vez por semana e, em simultâneo, deve ser feita uma ingestão abundante de água, mais de 1,5 litros por dia», aconselha o nutricionista.

Se tem o intestino sensível, também deve ter cuidado com a ingestão desta fruta. As uvas contêm fibra, uma substância que tem propriedades laxantes. Se abusar, poderá ter que ir mais vezes à casa de banho. O seu consumo deve, por isso, exigir alguns cuidados para evitar situações menos agradáveis.

As propriedades das passas de uva

Para obter passas (uvas secas), basta pendurar cachos de uvas frescas de cabeça para baixo. Algumas boas variedades de passas são a sultana (sem  pevides), a málaga (grande e doce) e a passa de corinto (pequena e muito aromática). Mas deve saber que o nível calórico das passas é quatro vezes maior que o das uvas frescas, devido à maior concentração de açúcar.

Revisão científica: Miguel Rego (nutricionista e colaborador da Plataforma de Combate à Obesidade da Direção-Geral da Saúde)

 

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